O empreendimento Variante à EN 220 - Ligação de Torre de Moncorvo ao IP 2 foi candidato ao Fundo de Coesão com um custo estimado de € 13 663 690 incluindo aquisição de terrenos, construção, assistência técnica, promoção e divulgação.
0 projeto cofinanciado pela União Europeia através do Fundo de Coesão em 85% - € 11 614 137 - contribui para a redução das desigualdades sociais e económicas entre os cidadãos da União.
Integrada no Plano Rodoviário Nacional a Variante permite a ligação de Torre de Moncorvo ao IP 2, a qual se insere na Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T). Esta ligação, de uma zona do Distrito de Bragança, ao IP 2, permite ainda, mais a sul, a sua conexão ao Corredor Diagonal IP 2 / IP 6, que faz parte integrante do Projeto Prioritário n° 8 definido como um corredor multimodal de ligação de Portugal a Espanha e ao resto da Europa.
Características Técnicas O empreendimenno caracteriza-se pela construção de uma nova estrada com 4,8 qulómetros de extensão.
A Variante à Estrada Nacional 220, agora em serviço, desenvolve-se no sentido Nascente / Poente entre o perímetro urbano da vila, a partir da confluência com a Estrada Nacional 325 até à Estrada Nacional 102, (IP 2) junto à povoação de Foz do Sabor.
Em termos altimétricos vence-se um desnível de 224 metros a que corresponde uma inclinação longitudinal média de 4,7% com um máximo de 7% em 475 metros da extensão.
Ao longo do traçado são atravessados dois pequenos vales encaixados, vencidos com a construção de dois viadutos, num total de 268 metros de extensão em tabuleiros.
O Perfil Transversal Tipo adotado para a Variante à Estrada Nacional 220 - Ligação de Torre de Moncorvo ao IP 2, vai ao encontro das necessidades das populações, dando desta forma, resposta ao volume da procura de tráfego previsto - 2 900 veículos de tráfego médio diário no final do período de dimensionamento, que é de 20 anos. O Perfil Transversal Tipo adapta-se à inclinação longitudinal da estrada pelo que integra uma via para lentos no sentido ascendente em praticamente toda a extensão, sendo assim constituído por uma plataforma com 14 metros de largura composta de faixa de rodagem de 1 x 2 vias - 3,5 metros + 3,5 metros + 3,25 metros - e bermas pavimentadas com 2,25 metros de largura no sentido descendente ou 1,50 metros de largura no ascendente.
Para garantir os níveis de segurança em serviço, a acessibilidade marginal está condicionada com a implantação de vedações. O acesso só é possível no início e no final da nova via em dois entroncamentos de nível implantados nestes locais.
Deste modo, todas as restantes interceções com a rede viária existente são restabelecidas através de desnivelamentos. Nesses locais, a travessia da área da estrada é possível ou na zona dos viadutos ou em outras quatro Obras Arte do Tipo Corrente - uma Passagem Superior e três Passagens Inferiores - todas elas vocacionadas para o tráfego agricola.
Para a construção da nova estrada foi necessário movimentar nas terraplenagens um total de 464,783 m3 de solos e rochas.
O pavimento da nova estrada é do tipo flexível constituído pela sobreposição de quatro camadas granulares - rocha britada, num total de 58 centimetros de espessura, das quais as últimas duas são camadas de misturas betuminosas com 12+6 centimetros. Foi necessário britar 111,220 Toneladas de Inertes (granitos de Moncorvo).Nas Obras de Arte e nos muros de contenção, Toram moldados 7,858 m3 de betões e utilizou-se 690 Toneladas de aço em varões.
Expropriações
Os terrenos mobilizados pela área da nova estrada abrangem cerca de 23,1 Ha, distribuídos por 23,1 Ha, distribuídos por 28 prédios de propriedade agrícola/rústica.
Aberta ao Tráfego pela E.P. - Estradas de Portugal, E.P.E. em fevereiro de 2005, a Variante à EN 220 - Ligação de Torre de Moncorvo ao IP2 - foi projetada pela EPOCIL, Estudos e Obras de Engenharia. Lda. e foi construída pela Mota-Engil, SA.