A 20 de julho de 1927, através do Decreto nº 13.969, é criada a JAE - Junta Autónoma das Estradas, uma instituição que veio a tornar-se uma das mais relevantes do séc. XX no nosso país. A JAE foi criada como um organismo com autonomia administrativa e financeira e tinha como Missão a “construção de modernas pavimentações, a reconstrução das antigas em longos troços, a reparação e construção das obras de arte mais importantes e o estudo e construção das grandes extensões de estradas que faltam para concluir a rede do Estado”, sendo por isso responsável pela construção de algumas notáveis obras de engenharia, reconhecidas internacionalmente, como a Ponte da Arrábida, no Porto, o viaduto Duarte Pacheco, em Lisboa ou mesmo a estrada marginal que liga Lisboa a Cascais. Desde os anos 70 fixou a sua Sede na Praça da Portagem, em Almada, em terrenos sobrantes da construção da Ponte 25 de Abril.
Em 1997, para agilizar a aplicação do Quadro Comunitário de Apoio II, que representou um instrumento fundamental nas políticas de desenvolvimento e modernização das infraestruturas rodoviárias, que pretendiam a construção, até ao ano 2000, da totalidade dos Itinerários Principais (IP) e 50% dos Itinerários Complementares (IC), foi criada a JAE Construção, SA.
Em 1999 surge uma nova reestruturação do sector, extinguindo estes organismos e criando em sua substituição 3 novos institutos:
·O IEP - Instituto das Estradas de Portugal a quem competia a coordenação do planeamento estratégico e a gestão das concessões rodoviárias;
·O ICOR - Instituto para a Construção Rodoviária a quem estava incumbida a construção de novas infraestruturas;
·O ICERR - Instituto para a Conservação e Exploração da Rede Rodoviária direcionado essencialmente para a conservação do património rodoviário.
Mais tarde, em 2002, dá-se uma fusão por integração destes três institutos num único, o IEP, continuando este com a natureza de Instituto Público. No entanto, em 2004, o IEP é transformado em Entidade Pública Empresarial, com o objetivo de prestar um serviço público em moldes empresariais.
Já em 2007, através do Decreto-Lei nº. 374/2007, de 7 de Novembro, a EP é transformada numa sociedade anónima, cujo capital social é detido na totalidade pelo Estado Português.
É com esta herança de que nos orgulhamos que estamos a preparar o futuro, criando e desenvolvendo as competências necessárias para transformar a EP numa empresa de prestação de serviços de excelência.