A redução de tráfego devida à introdução de portagens nas antigas concessões SCUT varia entre os 9% na A25 e os 28% na A22.
Para além do efeito da introdução das portagens, o tráfego nestas autoestradas sofreu também o efeito da atual conjuntura económico-financeira, que afeta cidadãos e empresas e que se reflete, de uma forma generalizada, na evolução dos volumes de tráfego a nível nacional.
Esta tendência é identificável na comparação do TMD nos meses de novembro dos dois últimos anos, onde se pode comprovar uma quebra conjuntural que no caso da A22 chega aos 20%.
Nesta altura, com pouco mais de um mês decorrido após a introdução de portagens, é prematuro e especulativo aferir conclusões definitivas a partir dos valores registados, uma vez nestes primeiros meses decorre um natural período de adaptação dos utentes à nova realidade.
A evolução do tráfego ao longo deste ano irá certamente atestar as previsões já anunciadas anteriormente, que apontavam para uma receita total de portagens para a EP de cerca de 290 milhões de euros, dos quais 190 referentes às ex-SCUT e 100 milhões de euros a outras vias.
Os dados de Tráfego Médio Diário comparados das autoestradas A22, A23, A24 e A25 são os seguintes: