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Estradas de Portugal sobe lucro líquido em 40%
A prosseguir com a modernização da sua estrutura empresarial, a Estradas de Portugal, S.A. conseguiu uma redução global dos seus custos operacionais na ordem dos 19,1% em termos homólogos para os €111,5 milhões em 2009, contra os €137,8 milhões registados em 2008. O principal ganho de eficiência deu-se na redução de 9,4% em termos homólogos nos custos com pessoal, que caíram €5,7 milhões para os €55 milhões, com uma redução de 18% na sua força de trabalho de 1.420 no final de 2008 para 1.171 colaboradores no final de 2009, vindo-se de 1703 em 2007. Esta redução de custos foi acompanhada por um aumento da produtividade da empresa de 20%.
Outro elemento importante foi redução da frota de viaturas da empresa, que caiu dos 921 veículos em 2007, para 537 em 2008 e 398 em 2009, o que resultou numa redução nos custos com combustíveis na ordem dos 40%, só em 2009.
Durante 2009 registou-se um reforço das componentes de modernização da rede de estradas e da reabilitação de pontes e túneis. A empresa investiu nesse período, em obra directa e em concessões, € 935 milhões.
Deste modo, com uma estabilidade das receitas da empresa ao redor dos €570.4 milhões, apesar de uma conjuntura macroeconómica adversa, que tem impacto na receita proveniente da Contribuição de Serviço Rodoviário, a eficiência da empresa melhorou de uma forma acentuada, com os resultados operacionais antes de amortizações (EBITDA) a crescerem 4,4% em termos homólogos, para os €458,9 milhões em 2009, em comparação com os €439,8 milhões registados no mesmo período de 2008. De facto, a margem EBITDA em 2009 cresceu para os 80,5%, dos 76,1% alcançados em 2008, uma melhoria de 4,4 pontos percentuais.
Do lado da receita, ainda com expressão reduzida, releva o aumento do valor proveniente da alienação de património. Ao longo de 2009, a EP - Estradas de Portugal S.A. prosseguiu com o seu Plano de Reconstituição Patrimonial, através da alienação de 34 imóveis ociosos, que contribuíram para os ganhos extraordinários de €58 milhões registados no exercício.
Por outro lado, com as taxas de juro a atingirem o seu mínimo histórico ao longo de 2009, os resultados financeiros da empresa registaram uma melhoria ligeira para o resultado negativo de €30 milhões. Aproveitando um cenário de taxas de juro favoráveis, a empresa efectuou um empréstimo junto do Banco Europeu de Investimento (BEI) no valor de €300 milhões a vinte anos, iniciando assim a reestruturação da sua dívida com o objectivo de aumentar a sua maturidade para melhor reflectir a natureza de longo-prazo da sua concessão.
Apesar de ter um custo de imposto de €25.9 milhões em imposto sobre o rendimento, reflectindo uma taxa efectiva de 25,8%, a Estradas de Portugal registou um lucro líquido de €74,5 milhões em 2009, um crescimento de 39,8% em termos homólogos face aos €53.3 milhões registados em 2008.