A política de construção de infraestruturas tem evoluído gradualmente para a otimização da operação da rede, a minimização dos impactes desta no meio ambiente, procurando elevados níveis de segurança e satisfação dos utentes, numa perspetiva sustentável e de responsabilidade social. Segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), ainda provisórios, em 2010 morreram nas estradas portuguesas (incluindo as estradas florestais e as que estão sob a responsabilidade das câmaras municipais) 747 pessoas e 2.579 ficaram gravemente feridas.
As intervenções que têm vindo a ser efetuadas no âmbito da Segurança Rodoviárias refletem-se na tendência decrescente relativamente ao número de acidentes com vítimas e numa estabilização nos últimos três anos do número de vítimas mortais e feridos graves.
Relativamente aos vários indicadores ligados à redução de sinistralidade podemos afirmar que a EP superou as metas propostas quer através da redução de número de pontos negros bem como do número de vítimas mortais. O indicador de gravidade dentro das localidades ficou ligeiramente aquém da meta pretendida, mas isso deve-se algumas vezes à própria classificação das vias como sendo urbanas, quando elas encerram características de vias rápidas.
Além das intervenções previstas no PSR, em 2010 foram realizadas ações de inspeção de segurança à rede e auditorias de segurança rodoviária a dois projetos de execução, tendo como objetivo aferir, de forma sistemática, as condições de segurança e programar as intervenções necessárias, numa ótica preventiva.